Novo ano e uma decisão

1.1.16
O empurrão da consciência

Hoje, neste primeiro dia do ano acordei com o propósito de deixar definitivamente de comer ovos (ainda que biológicos) e derivados do leite de vaca (ainda que produzidos sem coalho animal).

Sei como substituir esses ingredientes e em casa essa tarefa não é dificil já que, tal como eu, os meus filhos são vegetarianos e o meu marido também gosta do que eu cozinho.

O problema levanta-se quando sou convidada para comer em casa de amigos ou vou com eles a restaurantes em que todos os pratos, mesmo que não tenham carne nem peixe, são feitos com produtos de origem animal (leite, natas, iogurte, queijo e ovos) para "compensar" a falta de proteína.

A alternativa é sempre pobre em termos nutricionais e nem sempre posso levar uma marmita comigo.

Não posso esperar que os outros tenham as mesmas preocupações que eu.

Reconheço que, em termos sociais é limitativo e às vezes sinto que tenho um dedo permanentemente apontado às minhas opções alimentares.

Não quero que as minhas escolhas me empurrem para guetos extremistas porque eu não sou assim. Gosto de partilhar descobertas . Nunca impôr.

Mas, por outro lado odeio determinismos.

Quem disse que é fácil viver com coerência?





Clafoutis de medronhos

14.11.15
Quando começaram a aparecer os meus primeiros medronhos fiquei em êxtase. Vieram da serra algarvia habituados à dureza do barrocal. Gosto de plantar espécies autóctones sempre que possível, não só porque são a garantia de que não estranharão o clima e o tipo de solo como é uma forma de manter a história dos locais que habitamos.
Já vou na terceira colheita sinal de que se habituaram aos mimos da rega coexistindo com oliveiras e alfarrobeiras.
A hipótese de um licor dos mesmos ainda não foi afastada, mas até agora têm servido para fazer compotas e bolos.



Nada como festejá-los com uma receita simples e deliciosa feita  com as amêndoas que também vieram das minhas árvores.
Para quem desconfia deste belíssimo fruto e acha que não serve para grande coisa pode mudar radicalmente a sua opinião depois de dar uma dentada numa fatia deste doce tipicamente francês mas enriquecido com produtos genuinamente portugueses.





RECEITA

INGREDIENTES

75 g de amêndoas com pele
75 g de farinha de arroz
1 pitada de sal
100 g de açúcar de côco (ou  integral de cana não refinado)
3 ovos
250 ml de leite de amêndoa (ou outro leite vegetal)
40  g de medronhos (lavados e bem escorridos)


Reduzir as amêndoas a farinha (com um moinho de café, na bimby ou no 1-2-3). Numa taça misturar esta farinha com a de arroz, o sal e açúcar. Incorporar os ovos (ligeiramente batidos) e de seguida juntar o leite. Deitar numa tarteira previamente untada e, por cima espalhar os medronhos.
Levar a cozer no forno pré-aquecido a 220º cerca de 35 minutos.

Salada de lentilhas beluga , quinoa e tofu fumado

8.11.15








Acordar mais tarde . Ler o jornal calmamente e tomar café com os amigos do bairro que vão chegando. O tempo corre e só há restos no frigorífico. 

Vamos fazer uma daquelas saladas malucas e rápidas quando chegarmos a casa. A minha cabeça tem um chip formatado para refeições de emergência e os meus olhos memorizam à distância a despensa e o frigorífico. 

Suponho que todas as mães são programadas para isto.

Saia uma salada explosiva de domingo!












     RECEITA

      Ingredientes:

    1 cháv. de  lentilhas beluga e quinoa (misturadas)
    1 embalagem de tofu fumado
    1/2 curgete (cortado em cubinhos)
    1 pimento vermelho pequeno (cortado em tiras muito finas)
    1 alho picado
     sementes de girassol
     sementes de cânhamo descascadas
     coentros (a gosto)
     1/2 limão
     azeite
     2 tangeras descascadas e fatiadas.


     Colocar as lentilhas e a quinoa num tacho, cobrir com água deixar ferver e cozinhar cerca de 20 minutos. Colocar num passador e passar por água fria (se não tiver tempo de deixar arrefecer). Colocar numa taça grande e temperar com flor de sal, um pouco de azeite e o sumo do limão.
     Enquanto as lentilhas e a quinoa estiveram a cozer cortar o tofu em tiras finas e saltear em azeite numa caçarola . Retirar e reservar. Saltear a curgete eo pimento. Temperar com um pouco de sal e o alho picado. Juntar o tofu ,os legumes e as tangeras às lentilhas e à quinoa. Envolver tudo sem amassar. Polvilhar com os coentros e as sementes .





Tofu com castanhas e batata doce

25.10.15
Gosto de domingos de chuva e da vontade que me dão de parar e enroscar-me numa manta a ler como se tivesse todo o tempo do mundo.

Já não me agrada nada é o disparate e a completa inutilidade da imposição da mudança da hora como se o Inverno pudesse ser anunciado quando ainda estamos em pleno Outono!...

E como Outono rima com castanhas e batata doce (se não rima, pelo menos combina) resolvi fazer um almoço rápido e fácil para confortar o estômago e almas das gentes cá de casa.





Receita


1 embalagem de tofu (500g)
2 batatas doces grandes
500 g de castanhas sem pele (podem ser congeladas)
4 colh. sopa de molho tamari
4 dentes de alho
1 pedaço de gengibre fresco
pimenta preta
colorau (ou pimentão doce)
sal
azeite
alecrim


Cortar o tofu em tiras finas e temperar com o tamari, os dentes de alho picados , o gengibre ralado, pimenta, colorau e 2 colh sopa de azeite. Envolver cuidadosamente nos temperos e deixar marinar enquanto se preparam os restantes ingredientes.

Levar a cozer as castanhas. Escorrer a água e reservar.

Lavar as batatas doces e cortar em rodelas (sem descascar). Colocar num tabuleiro de forno e temperar com um pouco de sal, pimenta e alecrim e um pouco de azeite. Juntar o tofu marinado e levar a assar no forno pre-aquecido a 200º cerca de 25 minutos. Nos últimos 5 minutos juntar as castanhas.

Acompanhar com legumes. Eu cozinhei feijão verde salteado com azeite e alho.








Torta de cogumelos selvagens

24.9.15


Mais um prato óptimo para quem procura não comer hidratos de carbono ao jantar.
Esta torta não leva um grão de farinha.









INGREDIENTES
massa:
.salsa
.175 g de queijo creme macio magro
.175 g de queijo gruyére ralado
.4 ovos
.sal e pimenta
.molho de tomate (para acompanhar)

recheio:
.1 colher de sopa de azeite
.500 gr de cogumelos selvagens (mistura de variedades diferentes)
.4 dentes de alho picados
.150g de queijo creme de alho e ervas
. água (2 colh. de sopa)

Forrei um tabuleiro com papel vegetal. Depois misturei muito bem o queijo magro e o gruyére com a salsa e as gemas e temperei com sal e pimenta. Bati as claras em castelo (com uma pitada de sal)na Bimby durante 4 min. na vel.3 e 1/2 com o acessório borboleta. Envolvi estas cuidadosamente com o preparado anterior e espalhei a mistura no tabuleiro.Cozeu em forno pré-aquecido a 200º durante 15 min.
Virei a torta para cima de papel vegetal colocado na bancada da cozinha e deixei arrefecer.

Enquanto a torta cozia salteei os cogumelos e o alho num Wok com o azeite aquecido em lume alto até aqueles amolecerem (cerca de 7 min.).
Misturei o queijo creme de alho e ervas com um pouco de água quente para amaciar um pouco e espalhei-o uniformemente sobre a torta. Por cima coloquei os cogumelos deixando alguma margem nos bordos. Enrolei começando pelas extremidades mais estreitas. A parte da abertura ficou para baixo.

Fiz molho de tomate para cobrir as fatias individualmente.

molho de tomate: Aqueci 1 colh. de sopa no mesmo wok e juntei uma cebola picada e dois dentes de alho. Deixei amolecer um pouco e juntei 400 g de tomate em lata até cozer e evaporar o líquido. Adicionei sal e pimenta e reduzi a puré na bimby na vel.6 durante uns segs.

Flores...quem come uma come todas

10.9.15







Gosto de passear no campo sempre que estou aqui. No Algarve das praias. Ao contrário do barulho cadenciado do mar e do entra e sai da toalha é aqui entre árvores, plantas e flores que eu consigo relaxar e sentir-me em verdadeira comunhão com a natureza. Que me desculpem os veraneantes sazonais, mas se tiver que escolher entre a rotina balnear e as descobertas campestres, ganha sempre esta última opção.

Aqui na quinta tenho plantadas várias Yuccas das quais despontam, entre a Primavera e o Verão, umas flores brancas muito bonitas, os Izotes, que necessitam de uma mariposa específica para a polinização.

Em Portugal, tanto quanto sei, ninguém lhes dá grande importância. Mas nos países da América Central, de onde é originária a planta, os Izotes para além de serem utilizadas em arranjos florais por serem vistosos e duráveis, também são utilizados em preparações culinárias, sobretudo na Guatemala, Honduras e México.

São ainda o símbolo de El Salvador.





Já há muito tempo que queria experimentar cozinhar estas flores, para saber a que sabem, mas quando olho para elas fico sempre com pena de as retirar da planta, porque são de facto muito bonitas.






Depois de cozinhadas (só com água e sal) têm um sabor que se assemelha ao da couve-coração com um pouco do amargo da endívia.

Todos os outros ingredientes foram retirados directamente da minha horta.

Os ovos...da galinha da vizinha :).




Fritada de flores de Yucca (Izote)


1 ramo de flores de Yucca
1 pimento vermelho
1 pimento verde
1 cebola
1 dente de alho
2 tomates pelados
4 ovos
azeitonas, salsa
azeite q.b

Retirar as flores dos pedúnculos e retirar os corações (que podem também ser aproveitados para fazer pickles). Lavar e escaldar em água a ferver durante 5 minutos. Escorrer e reservar.
Refogar a cebola e o alho picados e em azeite e juntar os pimentos cortados em tiras. Deixar cozinhar mais alguns minutos e juntar as flores, envolvendo-as bem para misturar todos os sabores.
Juntar os ovos ligeiramente batidos e adicionar mexendo até cozerem.
Decorar com azeitonas e salsa picada.

Acompanhei com bolachas marinheiras integrais (à venda no Pingo Doce).
















BIOLÓGICO, BIO, ECOLÓGICO E INTEGRAL

19.6.15
Um bocadinho de informação numa versão aligeirada


Percebo perfeitamente a luta diária de todos aqueles que se dedicam de corpo de alma à agricultura biológica a pensar não exclusivamente no lucro mas na criação de um mundo melhor, preocupando-se com o legado que irão deixar às gerações vindouras.

E, a propósito do que li neste blog ligado à Quinta do Arneiro ( que eu adorava que estivesse sempre aqui ao virar da esquina ;)) lembrei-me de repescar um post que escrevi há alguns anos no meu extinto mãos verdes.



As minha primeira colheita de cenouras redondas (cenouras globulares Nice)


Se as mentalidades mudassem os produtos biológicos estariam mais acessíveis a todas as bolsas e nunca deveriam ser considerados produtos de luxo, porque são um direito de todas as pessoas.

Infelizmente todos os produtos alimentares que compramos têm agora, mais do que nunca, que ser criteriosamente escolhidos, porque apesar da suposta abundância do mundo ocidental o marketing enganoso e a preguiça das pessoas está permanente a induzi-las na compra de gato por lebre.

A vida de aparências também existe no mundo dos alimentos. Agora mais do que nunca. E muitas vezes a culpa também é dos estabelecimentos que vendem produtos biológicos frescos. Ao contrário dos outros não tenho constatado uma grande preocupação quanto à apresentação e reposição dos mesmos. Enquanto as laranjas e outros frutos e legumes, carregados de produtos químicos, exibem uma ar resplandescente e fresco (para quem desconhece o campo, claro), os produtos biológicos têm um ar murcho e fora de prazo como se tivessem sido recolhidos do lixo...e ainda por cima são mais caros!

Quando a maioria das famílias portuguesas anda a fazer ginástica financeira para conseguir que os ordenados estiquem milagrosamente até ao fim do mês, percebo que, a menos que exista uma vontade concertada e empenhada por parte de quem tem poder decisório para divulgar de forma acessível a importância destas questões e o impacto que têm na vida e saúde de todos isto não passará de um devaneio de meia dúzia de pessoas teimosas a remar contra-corrente.

Fazem-se campanhas para promover tanta coisa inútil e disparatada, porque não começar a fazê-lo em relação a produtos frescos biológicos com promoções e descontos de modo a aumentar a procura?





    Um sapo que encontrei na minha horta

E o artigo que publiquei nessa altura, no meu blog (asminhasmaosverdes) surgiu na sequência de um comentário, feito por um amigo meu (e colega de faculdade), no Facebook, a propósito do termo biológico e da resposta que, outro amigo meu, homónimo daquele, à minha questão. O primeiro afirmava que aquele termo biológico já estava "out" e o segundo esclarecia-me que o termo "in" agora era bio.


Como costumo andar sempre um pouco ao contrário das tendências e não dou uma opinião sem ter "esgravatado" convenientemente os assuntos andei a matutar nisto e cheguei à conclusão que a palavra bio, quanto muito poderá ser utilizada quando temos preguiça de usar todas as letras ...
As pessoas que costumam ter a pachorra de me ler já se aperceberam que eu sou um pouco "obsessiva" (no bom sentido...) com o tipo de ingredientes que utilizo nas receitas. As farinhas e cereais integrais, o sal marinho integral, o açúcar integral de cana, as manteigas vegetais não hidrogenadas, os ovos biológicos, a fruta e legumes biológicos e tantos outros que vou tendo o cuidado de salientar, caso a caso, são a minha prioridade.

Por isso e para todos entenderem em que sentido utilizo algumas designações segue a seguinte informação (o mais simplificada possível) a qual podem processar como entenderem:

Por "biológicos" entendem-se os alimentos de origem vegetal (ou animal) que não são tratados com produtos químicos (antibióticos, pesticidas, fertilizantes, etc) ou hormonas.
Entretanto começaram a aparecer no mercado produtos alimentares com a designação de "BIO" que são procedentes da indústria convencional e promovidos com benéficos para a flora intestinal, mas que não têm necessariamente uma procedência biológica. Para avaliar a procedência biológica de um produto existem organizações reconhecidas internacionalmente. Em Portugal o modo de produção biológica de produtos agrícolas e de géneros alimentícios está regulamentado. Existe uma associação, a AGROBIO, cujo objectivo principal é promover o desenvolvimento deste tipo de agricultura no nosso País. A AGROBIO é membro da IFOAM (Federação Internacional de Movimentos de Agricultura Biológica).

Nem sempre um produto que vem desigando como BIO é necessariamente biológico apesar de ter uma aparência muito fashion e up-to-date . Para isso a embalagem deve conter um selo de certificação que é facilmente visível.

Por outro lado, o termo "Ecológico" é utilizado para definir um sistema de produção agrícola (e pecuária) que respeita o meio ambiente, os animais e as pessoas que emprega. Razão porque sempre que possível devem utilizar-se ingredientes ecológicos: farinhas, ovos, derivados do leite, cereais , verduras e frutas.

Já todos devem ter lido que as substâncias químicas empregues na agricultura intensiva permanecem nos cereais, legumes, frutas e hortaliças (numas variedades mais do que noutras) apesar de os lavarmos e descascarmos. As ceras utilizadas para dar brilho e melhorar o aspecto de algumas frutas (maçãs e laranjas) selam estes produtos nocivos na pele dos vegetais e frutas. Sem nos apercebermos , o nosso organismo, vai absorvendo, constante e gradualmente toxinas o que, não provocando a morte, é causa de muitos prejuízos, mesmo quando ingeridos em doses mínimas.

Ovos - se não conseguirmos encontrar os de origem ecológica devemos pelo menos procurar comprar ovos caseiros. A criação intensiva de aves, onde estas são alimentadas artificialmente, é um sistema cruel que submete os animais a condições de vida deploráveis e pode-se mesmo dizer imorais.

Produtos integrais (ou não refinados):

Farinhas - Na cozinha convencional utilizam-se farinhas de trigo brancas, ou seja, desprovidas da casca do cereal, na qual se encontram os seus elementos benéficos (fibras, vitaminas, oligoelementos e enzimas). Sem a casca, tudo o que resta é o interior do grão, na sua maior parte amido.

Açúcar e arroz - o açúcar e o arroz brancos (ou refinados) passam por um processo de refinação no qual se perdem minerais, fibras e vitaminas do grupo B, resultando em produtos finais pobres, com um alto nível de sacarose pura no caso do açúcar e de teor de amido no caso do arroz. Com o objectivo de criar produtos que não se deteriorassem tão depressa (os integrais são muito sensíveis ao ar e à luz) não existiu a preocupação de salvaguardar as propriedades nutritivas desses alimentos.
Se insistirmos em consumir habitualmente alimentos totalmente desmineralizados estamos a contribuir para a degradação do nosso organismo, ossos e dentes, uma vez que, para compensar acidificação, o nosso corpo vai buscar o cálcio necessário ao tecido ósseo.
Por outro lado os hidratos de carbono refinados (arroz , farinha, massas, pães, etc) são rapidamente assimilados, resultando num importante excedente calórico que se transforma em gordura.

Por isso, e em conclusão, sempre direi aos meus amigos que por muito "out" que pareça um produto genuinamente biológico, será sempre melhor que um produto Bio supostamente "in" mas de proveniência muito pouco fiável.
Prefiram pois o natural , o integral, o biológico e o ecológico. Menos produtos processados e refinados.

Sem enfeites

28.5.15
Hamburguer de lentilha coral e quinoa preta






Mais um para a aventura que comecei aqui . Desta vez com o pão certo.
Resolvi não introduzir mais nenhum complemento para dar o devido destaque ao elemento principal.
A alface e o tomate poderão ser uma escolha para compor este conjunto depois de barrado o pão com maionese de soja , creme de caju, molho pesto ou outro que prefiram.

Trata-se de uma combinação de ingredientes muito nutritiva com um aporte de proteína elevado.

Não hesitem em substituir ingredientes de acordo com o vosso gosto ou com a disponibilidade da despensa.


RECEITA

Ingredientes

200 g de lentilha coral (vermelha)
200 g de quinoa preta (podem substituir por couscous)
160 g de tomate seco (conservado em azeite)
325g de queijo (usei cheddar para vegetarianos, mas podem usar outro qualquer)
3 ovos
50 g de farinha de espelta
50 g de farinha de tremoço (opcional, podem usar farinha só de um tipo)
pimenta
sal
cominho
azeite
Salsa (opcional)

Lavar as lentilhas e cozinhar cerca de 10 minutos numa panela com água a ferver . Escorrer e reservar.
Lavar a quinoa e cozinhar cerca de 20 minutos.
Colocar o tomate num coador para escorrer o azeite (se usarem tomate seco têm que hidratá-lo previamente e depois escorrer a água).
Cortar o quejo em pedaços e levar, juntamente com o tomate(secar com papel de cozinha), a um processador de alimentos e picar grosseiramente.
Envolver a quinoa com as lentilhas numa tigela grande , juntar o queijo e o tomate, a salsa picada (se usarem). No final envolver com os ovos e as farinhas. Temperar com sal, pimenta e um pouco de cominho em pó. Formar os hamburgueres (eu moldo à mão porque fica com um ar mais rústico).

Colocar no tabuleiro do forno untado com azeite e levar a assar em forno pré-aquecido a 180º cerca de 15-20 minutos.

Rende 12 hamburgueres .







Hamburgueres de tofu curgete e cenoura

26.5.15


      Por aqui fazem-se hamburgueres de tudo e mais alguma coisa experimentando-se combinações de ingredientes (sempre vegetarianos), apurando paladares e consistências. Nestes usei ovos (biológicos) para manter tudo bem ligado depois de cozinhado. Mas não é obrigatório. Existem outras formas de obter esse efeito que eu irei mostrando com outras receitas.

    O propósito agora, para além de ter que alimentar uma família vegetariana, é dar continuidade a um projecto engendrado com uma amiga numa conversa frenética à hora do lanche.



RECEITA
Ingredientes
200 g de tofu
1 dente de alho 1 cebola 1 curgete
1 cenoura
2 ovos
cebolinho (opcional)
Pão ralado (equivalente a 4 tostas integrais )
sal e pimenta

Descascar e picar o alho assim como a cebola. Refogar em azeite. Retirar e reservar. Lavar a curgete e a cenoura, retirar as extremidades e ralar para um recipiente. Escorrer o tofu e ralar para o mesmo recipiente dos legumes.Juntar o cebolinho a esta mistura bem como os ovos batidos e o refogado. Saltear em lume brando wok ou frigideira grande (adicionar mais um pouco de azeite , se necessário).
Desfazer as tostas (ou usar o pão ralado se o tiver) e envolver no preparado. Moldar em forma de hamburgueres. Fritar ligeiramente em azeite até dourar ligeiramente e levar ao forno cerca de 10 minutos a 180º para dar consistência ao interior dos hamburgueres.










Pizza Branca Alsaciana

19.5.15

Esta massa já tinha sido testada anteriormente e foi uma verdadeira descoberta. Faz-se rapidamente e chega à mesa num ápice. O ideal para nos simplificar a vida. 

Depois disto nunca mais segui qualquer outra receita de massa para fazer pizza (os puristas italianos que me perdoem).

Resolvi experimentá-la depois de pesquisar o significado da palavra alemã Flammkuchen. Fiquei a saber que foi criada por agricultores alemães da Alsácia, tendo servido originariamente para testar o calor dos fornos de lenha: as brasas eram empurradas para um canto de forma a dar espaço a esta massa no meio do forno, a qual cozia em calor intenso em cerca de 1 a 2 minutos.A crosta que formava nos cantos era quase queimada pelas chamas, o nome vem desta forma de cozimento.

Actualmente há quem confeccione esta massa com fermento de padeiro e ovo. Pessoalmente penso que não faz sentido a introdução destes dois ingredientes porque torna o processo mais demorado, obrigando a um tempo de descanso. Não são mesmo necessários.
Basta combinar farinha, azeite, sal e água, trabalhar rapidamente até obter uma massa homogénea e elástica esticando-a de seguida com um rolo sobre uma superfície enfarinhada até que fique bem fina.
Pode ser levada ao forno, aberta ou fechada. Deve ser cozida na temperatura mais alta possível do forno e em menos de 5 minutos fica pronta.


A tradicional base de tomate também foi dispensada porque as pizzas brancas são as minhas preferidas, todos os outros ingredientes da cobertura ficam com um sabor mais destacado.

RECEITA

Ingredientes  (para duas pizzas grandes..sim grandes!!)

Massa:
250g de farinha de espelta
2 colh. de sopa de azeite
sal q.b.
125 ml de água

Recheio:
Queijo philadélfia (usei uma embalagem)
Queijo da ilha ralado (usei 100 g)
1 bola de Mozzarella
1 curgete
8 cogumelos médios
sal e pimenta
2 dentes de alho picados
azeite qb
oregãos qb

Misturar os ingredientes da massa até obter uma consistência uniforme e elástica. Esticar o mais finamente possível  e colocar em formas furadas próprias para pizza.
Bater o queijo philadélfia de forma a ficar mais cremosoe fácil de espalhar (pode juntar uma colh. de sopa de natas), envolver o queijo da ilha previamente ralado. Temperar com pimenta.Reservar.
Lavar a courgete, retirar as pontas e cortar da forma que gostar (eu cortei em palitos). Fatiar os cogumelos.
Aquecer o azeite e os alhos picados numa frigideira e saltear rapidamente a curgete e os cogumelos de forma a que não fiquem demasiado cozinhados. Temperar com sal e pimenta.
Espalhar a mistura dos queijos cuidadosamente sobre a massa. Colocar os vegetais por cima e de seguida o mozzarella  esfarrapo com as mãos. Polvilhar com oregãos e regar com um fio de azeite.
Levar a cozer em forno pré-aquecido a 250º (ou a temperatura máxima que conseguir) cerca de 10 minutos.

Pão de aveia trigo integral e espelta

18.5.15

Ultimamente tenho andado a fazer um pão diferente por dia. Cá por casa ainda ninguém se queixou, mesmo sabendo que quase nunca uso farinhas brancas. As provas de sabor e textura têm sido superadas ao fim de algumas tentativas menos felizes que acabaram em pães massudos e encruados.
Fico contente com o resultado dos meus esforços e teimosia. Os meus filhos já se tornaram consumidores exigentes e perceberam que o pão feito em casa é, na maioria das vezes, substancialmente mais saudável (e barato) do que o que se compra na padaria.

Ingredientes

2 colh. de chá de fermento seco (usei biológico)
350 ml de água
250g de farinha de trigo integral
125 g de farinha de espelta
125 g de farinha de aveia (triturei os flocos que tinha em casa )*
1 1/2 colh.de chá de sal
1 colh. de chá de mel
flocos de aveia para decorar

Preparação

Método manual:

Misturar o fermento com 100 ml de água numa taça. Deixar descansar por 5 min. Misturar as farinhas e o sal numa taça grande. Fazer uma cova no centro e deitar a água com o fermento e o mel. Adicionar metade da água reservada e envolva com as farinhas e vá juntando pouco a pouco a que reservou até formar uma massa forte e pegajosa.
Deite a massa numa superfície levemente polvilhada de farinha de aveia. Amasse até ficar durante cerca de 10 minutos até ficar macia e elástica. Colocar numa taça e cobrir com um pano deixando levedar cerca de 1:30 m ou até duplicar de tamanho. Decorrido este tempo pressione a massa com o punho para retirar o ar e deixe descansar 10 minutos.
De seguida tende-se a massa com a forma desejada: pão de forma ( neste caso deve untar-se uma forma com a capacidade de 500g ) ou outra.Cobrir novamente com o pano e deixar levedar novamente cerca de 1h.
Pincelar o pão com água e polvilhar com flocos de aveia. Cozer cerca de 1h em forno pré-aquecido a 230º até ficar castanho dourado e soar a oco quando lhe bater por baixo.

COMO EU FIZ:

Deitei os ingredientes (começando pelos líquidos ) na Máquina de fazer pão e marquei o programa amassar e levedar. Decorrido esse tempo retirei a massa da cuba e tendi a massa sobre uma superfície polvilhada com um pouco de farinha de milho dando-lhe uma foram oval e rústica.
Foi ao forno a cozer sobre uma pedra de terracota pré-aquecida a 230º durante 35 minutos.
Bastante menos dramático não?
Numa casa onde se faz muito pão todas as ajudas são bem recebidas :)

* A farinha de aveia encontra-se à venda em lojas de produtos naturais e supermercados biológicos. Como tenho sempre pacotes de flocos integrais de aveia em casa (para fazer granola e barrinhas de cereais) triturei-os na Bimby vel.9.


Com mel , manteiga ou queijo....

Pão de gluten e farelo de trigo - Very very low carb

17.5.15

  Este pão é o verdadeiro achado para as meninas que andam em dietas de restrição de hidratos de carbono e sentem muita falta dele. Isto porquê? Porque (considerando que se cortado em 12 fatias) cada uma delas contém apenas 2, 2 g de hidratos de carbono e 14,6 g de proteína.
Que maravilha, não acham?




Isto vai permitir variar um pouco os pequenos almoços e os lanches sem se sentirem miseravelmente desconsoladas sempre que passarem em frente da Padaria Portuguesa :).





Receita

115 g de glúten de trigo
85 g de proteína isolada de soja
28 g de sementes de chia (podem substituir-se por sementes de linhaça) reduzidas a pó
55 g de farelo de trigo
2 pacotes de fermento de padeiro
1 colh de chá de sal
3 colh. de sopa de azeite
250 ml de água morna


Colocar o fermento numa taça pequena e juntar 2 colh. de sopa da água e deixar activar cerca de 5 minutos. Untar uma forma rectangular pequena com azeite. Misturar o glúten, a proteina de soja, as sementes em pó, o farelo de trigo e o fermento numa taça e adicionar o sal e o azeite. Deitar a água por cima desta mistura  e trabalhar até obter uma massa (não precisa de ser muito batida por causa do glúten que provoca rapidamente uma textura muito elástica). retirar para uma tábua , tender ligeiramente para homogeneizar e dar a forma de um rolo. Colocar na forma, calcando ligeiramente para se ajustar nos cantos. Cobrir com película aderente e deixar levedar durante cerca de 40-45 minutos até crescer. Levar a cozer em forno pré-aquecido a 180º durante 45 minutos.
Deixar arrefecer numa grelha.


Em busca do pão de hamburguer perfeito

17.5.15
  Para quem faz hamburgueres em casa, como eu, a vontade de os acompanhar com o respectivo pão sem nos rendermos às versões plásticas e pouco saudáveis é uma necessidade lógica. O fast food assume toda uma nova dimensão e entra em casa sem culpas. Mas nem sempre é fácil conseguir a textura perfeita usando as farinhas saudáveis.

 Combinei com uma amiga que entre as duas iríamos testando receitas até conseguirmos chegar a resultados seguros e satisfatórios. Algures em algum ponto deste percurso iremos reunir todas as experiências e publicar um post em conjunto e simultâneo para partilhar as receitas que considerámos perfeitas.




 Quem consegue resistir ao cheiro de um pão acabado de fazer em casa?



 Esperar ansiosamente que ele arrefeça para estabilizar a levedura , abri-lo com uma faca e experimentar o sucesso ou falhanço do miolo?




Receita

Rende 10 pães

1 cháv. de bebida vegetal morna (de arroz, espelta, soja ou aveia)
1/2 cháv. de água morna
2 e 1/4 colh. de chá de fermento padeiro seco (1 saqueta)
1/4 de cháv. de azeite
1 colh de sopa de  seiva de agave ( ou geleia de arroz)
2  1/2 colh. de chá de sal
2 cháv. de farinha de espelta
1 cháv. de farinha de centeio integral (ou farinha de trigo integral)
1/2 cháv.de farinha de aveia (trituro previamente os flocos de aveia até obter a consistência de farinha)

Para pincelar os pães antes de irem para o forno:


2 colh. de sopa de leite vegetal (soja) mais 1/2 colh. de chá de amido de milho

Para polvilhar:
sementes de papoila, sementes de sésamo, farelo de trigo, sementes de linhaça ou combinação de duas variedades

Método manual:
Misturar numa taça pequena o leite vegetal morno e a água. Mexer e deixar repousar cerca de 5 minutos até o fermento começar a criar espuma. Juntar o azeite e a geleia de arroz).

Numa taça larga misturar uma cháv. da farinha de espelta, as outras farinhas e o sal e depois juntar a mistura do fermento. Mexer com uma colh. de pau até ficar bem misturado, juntando mais farinha há medida que for necessário até formar uma bola. Retirar a massas para uma superfície enfarinhada e amassar até ficar macia e elástica cerca de 10 a 12 minutos.* Formar uma bola com a massa e untar uma taça grande com uma colh. de chá de azeite e envolvendo neste toda a superfície da massa. Cobrir a taça com película aderente ou um pano de cozinha e deixar repousar num local morno cerca de 1 -2 h até dobrar de tamanho.
Retirar para uma superfície e formar 10 pães de tamanho igual. Colocar num tabuleiro forrado com papael vegetal separados entre si porque vão aumentar na segunda levedação. Cobrir novamente e deixar repousar em local morno cerca de 1-2 h até dobrarem de tamanho.
Pré-aquecer o forno a 200º. Pincelar os pães e polvilhar com as sementes. Levar a cozer cerca de 15 a 18 minutos, virando o tabuleiro a meio da cozedura. Retirar um pão para verificar se já está dourado na base o que indicará estar já cozido. Deixar arrefecer completamente numa grelha.

* como sou uma rapariga ocupada :) saltei o primeiro passo e coloquei os ingredientes todos de uma vez (começando pelos líquidos) na minha máquina de fazer pão programando para a opção massa. Depois do programa acabar retomei os passos seguintes atrás descritos.

Podem congelar-se os que não forem utilizados.

KEEP IT SIMPLE

14.5.15



Há que aproveitar presentes destes  e tratá-los com o carinho que merecem...
As trufas são o melhor exemplo da simbiose perfeita na natureza. Alimentam-se das raízes da árvores e devolvem-lhes os nutrientes de que elas precisam. Uma razão suficiente para colhê-las criteriosamente pelos métodos ancestrais respeitando esse equilíbrio.
Existem muitas formas de as cozinhar mas, depois de muito pesquisar, achei que esta seria a melhor, a que iria valorizar verdadeiramente o seu sabor natural.



Lavei-as bem debaixo da torneira com uma escovinha suave para retirar a terra. Coloquei numa taça com água mudando várias vezes até esta sair limpa.
De seguida laminei-as com um descascador de legumes (com uma faca também é possível porque são tenras). De seguida foram rapidamente salteadas em azeite, alho e um pouco de tomilho e no final temperadas com flor de sal.
Deliciosas.


Feijoada mexicana

10.5.15

Este domingo festejo o calor e a possibilidade de um almoço planeado e cozinhado com calma.



Já não fazia esta receita há algum tempo o que é imperdoável.
















































Desta vez a camada de cima ficou mais fina porque foi utilizada em duas travessas, Vale a pena experimentar colocar também uma maior quantidade sobre o recheio porque a massa depois de cozinhada assemelha-se a uma espécie de broa de milho.

RECEITA

INGREDIENTES DO RECHEIO

2 cebolas cortadas em meias-luas
4 dentes de alho picados
1 pimento vermelho cortado em cubos
6 tomates maduros s/pele cortados em cubos
4 cháv. de feijão encarnado cozido
1 lata (ou frasco) de milho (quando encontro uso 2 maçarocas cozidas)
1 c. de sopa de azeite
1 c. de chá de coentros em pó
1 c. de chá de cominhos em pó
2 c. de sopa de molho de soja
sal q.b. (em vez deste usei uma c. de sopa de massa de pimentão)

Amolecer a cebola, o alho, o pimento e o pimentão no azeite com a panela tapada. Juntar os restantes ingredientes, envolver bem e deixar apurar cerca de 10 minutos . Colocar numa travessa de forno.

INGREDIENTES DA COBERTURA

1 cháv. de farinha de milho
1 cháv. de farinha espelta (ou outra)

2 c. de chá de fermento em pó 
1 c. de chá de sal
1/3 de cháv. de levedura de cerveja (ou queijo ralado se não for vegan)
3 c. de sopa de azeite
cerca de 400 ml leite de soja (ou outro)

Misturar os ingredientes secos numa taça. Juntar os líquidos até formar uma mistura líquida (semelhante ao preparado das panquecas). Com uma colher colocar em cima da mistura do feijão e levar ao forno a 180º cerca de 50 min. Depois de cozida fica a saber a uma broa de milho macia.

Por vezes acrescento seitan picado (ou soja previamente hidratada) ao feijão mas só assim fica fantástico e completíssimo.



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