Pão Doce com cheiro de Natal

2.1.18
Um frasco de sementes de papoila. Um poema do Cesário Verde. Os opiácios do Fernando Pessoa e um sopro dos ventos de Leste.






Não é a fome que me faz cozinhar mas a vontade de encontrar um sentido filosófico e um propósito estético nos alimentos.

Faz sentido cozinhar sem a provocação poética de uma cor, uma forma, uma memória?





Este é um pão típico da época natalícia em vários países da Europa de Leste. Não é a primeira vez que o faço em casa, mas desta vez, tentei adaptar a receita original que utiliza manteiga, leite de vaca  e ovos a uma versão vegan.

O contraste da massa fofa com o crocante das sementes torna-o simplesmente delicioso.




Receita


Massa
11/2 colher de chá de fermento
60ml de leite de soja (substitui o leite de vaca)
3 colher sopa de água morna
215 g de farinha de espelta semi-integral
75 ml azeite (substitui a manteiga) *
1 colher sopa de farinha de linhaça + 4 colh sopa de água (substitui a gema do ovo)
45g de açúcar (usei açúcar de côco)

Recheio
100 g de sementes de papoila
100 g de açúcar de agave
3 colher sopa de água

Colocar o fermento de padeiro, o leite de soja e a água aquecidos numa taça e deixar actuar durante 5 minutos.
Misturar a farinha, o azeite, a mistura de linhaça (gema vegan) e o açúcar de coco. Adicionar à mistura com o fermento já activo e trabalhar até obter uma massa macia. Transferir para uma superfície enfarinhada e tee amassar cerca de 2 minutos. Se necessário polvilhar com um pouco de farinha para não ficar peganhenta. Colocar dentro de uma tijelacoberta coberta com um pano dentro do forno a levedar cerca de 1h. Ao fim deste tempo terá aumentado de tamanho. Trabalhamos novamente mais 5 minutos numa superfície enfarinhada e deixamos descansar.
Fazer o recheio misturando os 3 ingredientes num robot de cozinha.
Esticar a massa com um rolo sobre papel vegetal em forma quadrada. Espalhar o recheio por cima. Enrolar sem apertar demasiado para que a massa possa expandir-se enquanto coze. Pressionar as extremidades para selar dobrando-as para baixo do strudel. Transferir para um tabuleiro forrado com papel vegetal e deixar descansar 45 minutos. Pré aquecer o forno a 180° e levar a cozer cerca de 25 a 30 minutos. Deve ficar elástico ao toque e dourado.

* se não gostarem do ligeiro travo a azeite podem substituir por outra manteiga vegetal

O Exorcismo dos donuts

6.12.17
Os donuts são aquelas argolas fofas carregadas de açúcar e manteiga com coberturas mais ou menos imaginativas e que ficarão para sempre associados à cultura da Fast-food americana e às séries policiais.

Trata-se de um clássico carregado de "maus espíritos" que não recomendo. E porquê?

Porque essa argolas do mal são feitas à base de  farinhas e açúcar refinados e gorduras hidrogenadas, repletas de calorias vazias e com uma aspecto de comida industrializada e plastificada.

Resolvi experimentar uma versão saudável, claramente mais rústica, mas com um sabor de comida de verdade com ingredientes ricos e nutricionalmente equilibrados.

Penso que até o Hommer Simpson iria aprovar :).











Donuts de tâmaras e aveia

1 1/4 cháv.  de farinha de aveia
1 colh. de sopa de farinha de araruta*
1 colh. de chá de bicarbonato de sódio
1 colh. de chá de fermento para bolos biológico
1 colh. de chá de sumo de limão
1 colh. de chá de essência de baunilha
1/4 de cháv. de leite vegetal
12 tâmaras sem caroço **

Cobertura :
1 colh. de sobremesa de xarope de tâmara
1colh.de sopa de pistachios  moídos.

Pré-aquecer o forno a 180 °.
Misturar os ingredientes secos. Reservar.
Processar o leite com as tâmaras num robot de cozinha até obter uma mistura homogénea. Juntar esta mistura, o sumo de limão e a baunilha à mistura da farinha e mexer até ficar tudo bem envolvido.
Distribuir em formas de Donuts (usei da Tupperware de silicone) e levar ao forno cerca de 10 minutos.
Retirar das formas e colocar numa grelha a arrefecer. Pincelar ainda quentes com o xarope e polvilhar com os pistachios moídos.

Tarte abracadabra [magia com restos]

9.7.17
    Haiku are easy
    But sometimes they don't make sense
    Refrigerator



Abrir o frigorífico e descobrir um resto que passa a ser o ingrediente chave desta receita criada     para fazer um Domingo feliz. Hummus de beterraba my love <3!

Juntemos-lhe uma embalagem de massa folhada à espera de ideias luminosas, uma curgete amarela, cebola e um naco de parmesão vegan et voilá

Hello gourgeous!


Receita

1 embalagem de massa folha (vegan)
1 1/2 cháv. de hummus de beterraba *
1 curgete amarela média
4-5 colh. de sopa de parmesão vegan ralado (usei marca violife)
1 cebola cortada às rodelas
folhas de manjericão
sal, pimenta, alho em pó (a gosto)
azeite

Colocar a massa folhada numa forma ou tarteira e picar o fundo com um garfo. Espalhar o hummus uniformente pelo fundo. Saltear a cebola até caramelizar um pouco. Espalhar metade da quantidade sobre a camada de hummus. Cortar a courgete em rodelas e temperar com sal, pimenta alho em pó e azeite. Dispor as rodelas sobre o hummus e cobrir com a restante cebola. Cobrir com um fio de azeite , folhas de manjericão fresco ripadas e o parmesão.
Levar ao forno pré-aquecido a 200º durante 30 minutos.


Quase todas as descobertas nasceram de acasos felizes e um pouco de imaginação.


* Hummus de beterraba

250 -300 g de grão-de-bico cozido
água de cozer o grão (aquafaba)
1 beterraba pequena cozida e cortada em cubos
2 colh. de sopa de tahini(manteiga de sementes de sésamo)
sumo de 1/2 limão
3 dentes de alho
sal
pimenta
azeite

Triturar o todos os ingredientes num robot de cozinha adicionando aos poucos a aquafaba  até obter uma mistura cremosa e homogénea. Rectificar os temperos e ajustar se necessário.
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