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O Exorcismo dos donuts

6.12.17
Os donuts são aquelas argolas fofas carregadas de açúcar e manteiga com coberturas mais ou menos imaginativas e que ficarão para sempre associados à cultura da Fast-food americana e às séries policiais.

Trata-se de um clássico carregado de "maus espíritos" que não recomendo. E porquê?

Porque essa argolas do mal são feitas à base de  farinhas e açúcar refinados e gorduras hidrogenadas, repletas de calorias vazias e com uma aspecto de comida industrializada e plastificada.

Resolvi experimentar uma versão saudável, claramente mais rústica, mas com um sabor de comida de verdade com ingredientes ricos e nutricionalmente equilibrados.

Penso que até o Hommer Simpson iria aprovar :).











Donuts de tâmaras e aveia

1 1/4 cháv.  de farinha de aveia
1 colh. de sopa de farinha de araruta*
1 colh. de chá de bicarbonato de sódio
1 colh. de chá de fermento para bolos biológico
1 colh. de chá de sumo de limão
1 colh. de chá de essência de baunilha
1/4 de cháv. de leite vegetal
12 tâmaras sem caroço **

Cobertura :
1 colh. de sobremesa de xarope de tâmara
1colh.de sopa de pistachios  moídos.

Pré-aquecer o forno a 180 °.
Misturar os ingredientes secos. Reservar.
Processar o leite com as tâmaras num robot de cozinha até obter uma mistura homogénea. Juntar esta mistura, o sumo de limão e a baunilha à mistura da farinha e mexer até ficar tudo bem envolvido.
Distribuir em formas de Donuts (usei da Tupperware de silicone) e levar ao forno cerca de 10 minutos.
Retirar das formas e colocar numa grelha a arrefecer. Pincelar ainda quentes com o xarope e polvilhar com os pistachios moídos.

Heart Beet e mais uma tarte

14.3.17
Com a quantidade de beterrabas que nascem na minha horta não tenho mãos a medir para escoar este ingrediente em todo o tipo de receitas doces ou salgadas, crua ou cozinhada, sumos e sopas.

Como têm muitas propriedades nutritivas e medicinais pode dizer-se que cá por casa se respira saúde aos montes e vamos todos morrer muito saudáveis :) . 

Perdi a conta das tartes de beterraba que já fiz, inventadas ou inspiradas em receitas, com menos ou mais sucesso como esta que deu origem à minha estreia no mundo dos workshops de cozinha vegetariana.

À excepção das bases feitas com massa filo e com massa folhada (sim...eu tenho vida), faço sempre as minhas em casa, porque na realidade, é o dá menos trabalho em todo o processo.

O ideal é ter sempre uma receita caseira e saudável "no brain choice" testada e praticada que sai sempre bem quando temos pouco tempo (que é quase sempre..) e depois ir fazendo experiências com outro tipo de farinhas.


 Desta vez, também trouxe dois molhos grandes de espinafres da minha horta aproveitando logo um  deles para enriquecer esta tarte.


RECEITA

        Ingredientes:

Base 

1 cháv. de farinha de trigo sarraceno
1 cháv. de farinha de aveia
1 colh. de chá de fermento para bolos
1/2 colh de chá de bicarbonato de sódio
1/2 cháv. de leite de soja (ou outro leite de origem vegetal sem açúcares adicionados)
30ml de azeite
40 ml de água
sal q.b.

Juntar os ingredientes secos e adicionar os restantes líquidos até conseguir uma massa moldável mas ligeiramente pegajosa. Colocar directamente numa tarteira (previamente untada com azeite ou forrada com papel vegetal) e ir esticando manualmente até cobrir o fundo e os lados. Picar com um garfo e reservar.

Recheio 1

1 molho grande de espinafres (utilizar só as folhas)
3 dentes de alho
1 colh. sopa de azeite

Aquecer o azeite numa frigideira juntamente com os alhos descascados e picados. Adicionar as folhas de espinafre e saltear até amolecerem. Escorrer o líquido e reservar.

Recheio 2

6 beterrabas médias


 Cozer as beterrabas, com casca em água a ferver com sal cerca de 30 a 40 minutos. Ir verificando com a ponta de uma faca para saber se já estão cozinhadas. Escorrer, deixar arrefecer, pelar e de seguida ralar grosseiramente.

Recheio 3

1 embalagem de tofu macio (cerca de 400g) - se não encontrar pode utilizar o firme
30ml de sumo de limão
40 ml de azeite
1 1/2 colh. de sopa de vinagre de sidra
1 colh. de sopa de vinagre balsâmico
3-4 dentes de alho
1/2 colh sopa de tamari (ou molho de soja)
1/2 colh. de sopa de xarope de ácer (ou de agave ou de coco)
sal e pienta q.b.

Processar todos os ingredientes num robot de cozinha até obter uma mistura homogénea e cremosa.

Cobertura ("Parmesão" vegan)

1/2 cháv. de cajú cru sem sal
2 colh. de sopa de levedura de cerveja
sal q.b.

Triturar todos os ingredientes e reservar.


Montagem

Pré-aquecer o forno a 200º.

Espalhar os espinafres na base da tarte. Colocar por cima metade do preparado de tofu e sobre este metade das beterrabas raladas espalhando. Repetir a processo com os ingredientes restantes. Levar ao forno cerca de 30 minutos. Retirar do forno para polvilhar com o "parmesão" vegan e voltar novamente mais 10 minutos para dourar ligeiramente a parte de cima.






Muffins de maçã com cheiro de canela

5.9.16

Quando a vida te dá maçãs e nozes com fartura...faz muffins























Receita



1 cháv. de farinha integral
1/2 cháv. de farinha de aveia
1 colh de chá de canela
1 colh chá de fermento para bolos
1 cháv. de puré de maçã
1/2 cháv. de açúcar de coco (ou demerara ou mascavado)
1/2 cháv. de azeite (ou óleo de coco)
nozes a gosto para decorar
Pré-aquecer o forno a 180º.
Peneire todos os ingredientes secos para uma taça.
Bater o azeite com o puré de maçã até ficar uma mistura homogénea.
Adicione à mistura de farinhas e misture bem.
Distribuir a massa por forminhas forradas com papel.
Colocar pedaços de nozes por cima de cada uma e leve ao forno a cozer durante 20 minutos.
Quando estiverem prontos colocar numa grelha a arrefecer e, se gostar pode pincelar com mel, néctar de agave, geleia de arroz para dar realce ao fruto seco.

 Completamente vegan. Absolutamente saudáveis. Incrivelmente fofos.







Pão de aveia trigo integral e espelta

18.5.15

Ultimamente tenho andado a fazer um pão diferente por dia. Cá por casa ainda ninguém se queixou, mesmo sabendo que quase nunca uso farinhas brancas. As provas de sabor e textura têm sido superadas ao fim de algumas tentativas menos felizes que acabaram em pães massudos e encruados.
Fico contente com o resultado dos meus esforços e teimosia. Os meus filhos já se tornaram consumidores exigentes e perceberam que o pão feito em casa é, na maioria das vezes, substancialmente mais saudável (e barato) do que o que se compra na padaria.

Ingredientes

2 colh. de chá de fermento seco (usei biológico)
350 ml de água
250g de farinha de trigo integral
125 g de farinha de espelta
125 g de farinha de aveia (triturei os flocos que tinha em casa )*
1 1/2 colh.de chá de sal
1 colh. de chá de mel
flocos de aveia para decorar

Preparação

Método manual:

Misturar o fermento com 100 ml de água numa taça. Deixar descansar por 5 min. Misturar as farinhas e o sal numa taça grande. Fazer uma cova no centro e deitar a água com o fermento e o mel. Adicionar metade da água reservada e envolva com as farinhas e vá juntando pouco a pouco a que reservou até formar uma massa forte e pegajosa.
Deite a massa numa superfície levemente polvilhada de farinha de aveia. Amasse até ficar durante cerca de 10 minutos até ficar macia e elástica. Colocar numa taça e cobrir com um pano deixando levedar cerca de 1:30 m ou até duplicar de tamanho. Decorrido este tempo pressione a massa com o punho para retirar o ar e deixe descansar 10 minutos.
De seguida tende-se a massa com a forma desejada: pão de forma ( neste caso deve untar-se uma forma com a capacidade de 500g ) ou outra.Cobrir novamente com o pano e deixar levedar novamente cerca de 1h.
Pincelar o pão com água e polvilhar com flocos de aveia. Cozer cerca de 1h em forno pré-aquecido a 230º até ficar castanho dourado e soar a oco quando lhe bater por baixo.

COMO EU FIZ:

Deitei os ingredientes (começando pelos líquidos ) na Máquina de fazer pão e marquei o programa amassar e levedar. Decorrido esse tempo retirei a massa da cuba e tendi a massa sobre uma superfície polvilhada com um pouco de farinha de milho dando-lhe uma foram oval e rústica.
Foi ao forno a cozer sobre uma pedra de terracota pré-aquecida a 230º durante 35 minutos.
Bastante menos dramático não?
Numa casa onde se faz muito pão todas as ajudas são bem recebidas :)

* A farinha de aveia encontra-se à venda em lojas de produtos naturais e supermercados biológicos. Como tenho sempre pacotes de flocos integrais de aveia em casa (para fazer granola e barrinhas de cereais) triturei-os na Bimby vel.9.


Com mel , manteiga ou queijo....

Em busca do pão de hamburguer perfeito

17.5.15
  Para quem faz hamburgueres em casa, como eu, a vontade de os acompanhar com o respectivo pão sem nos rendermos às versões plásticas e pouco saudáveis é uma necessidade lógica. O fast food assume toda uma nova dimensão e entra em casa sem culpas. Mas nem sempre é fácil conseguir a textura perfeita usando as farinhas saudáveis.

 Combinei com uma amiga que entre as duas iríamos testando receitas até conseguirmos chegar a resultados seguros e satisfatórios. Algures em algum ponto deste percurso iremos reunir todas as experiências e publicar um post em conjunto e simultâneo para partilhar as receitas que considerámos perfeitas.




 Quem consegue resistir ao cheiro de um pão acabado de fazer em casa?



 Esperar ansiosamente que ele arrefeça para estabilizar a levedura , abri-lo com uma faca e experimentar o sucesso ou falhanço do miolo?




Receita

Rende 10 pães

1 cháv. de bebida vegetal morna (de arroz, espelta, soja ou aveia)
1/2 cháv. de água morna
2 e 1/4 colh. de chá de fermento padeiro seco (1 saqueta)
1/4 de cháv. de azeite
1 colh de sopa de  seiva de agave ( ou geleia de arroz)
2  1/2 colh. de chá de sal
2 cháv. de farinha de espelta
1 cháv. de farinha de centeio integral (ou farinha de trigo integral)
1/2 cháv.de farinha de aveia (trituro previamente os flocos de aveia até obter a consistência de farinha)

Para pincelar os pães antes de irem para o forno:


2 colh. de sopa de leite vegetal (soja) mais 1/2 colh. de chá de amido de milho

Para polvilhar:
sementes de papoila, sementes de sésamo, farelo de trigo, sementes de linhaça ou combinação de duas variedades

Método manual:
Misturar numa taça pequena o leite vegetal morno e a água. Mexer e deixar repousar cerca de 5 minutos até o fermento começar a criar espuma. Juntar o azeite e a geleia de arroz).

Numa taça larga misturar uma cháv. da farinha de espelta, as outras farinhas e o sal e depois juntar a mistura do fermento. Mexer com uma colh. de pau até ficar bem misturado, juntando mais farinha há medida que for necessário até formar uma bola. Retirar a massas para uma superfície enfarinhada e amassar até ficar macia e elástica cerca de 10 a 12 minutos.* Formar uma bola com a massa e untar uma taça grande com uma colh. de chá de azeite e envolvendo neste toda a superfície da massa. Cobrir a taça com película aderente ou um pano de cozinha e deixar repousar num local morno cerca de 1 -2 h até dobrar de tamanho.
Retirar para uma superfície e formar 10 pães de tamanho igual. Colocar num tabuleiro forrado com papael vegetal separados entre si porque vão aumentar na segunda levedação. Cobrir novamente e deixar repousar em local morno cerca de 1-2 h até dobrarem de tamanho.
Pré-aquecer o forno a 200º. Pincelar os pães e polvilhar com as sementes. Levar a cozer cerca de 15 a 18 minutos, virando o tabuleiro a meio da cozedura. Retirar um pão para verificar se já está dourado na base o que indicará estar já cozido. Deixar arrefecer completamente numa grelha.

* como sou uma rapariga ocupada :) saltei o primeiro passo e coloquei os ingredientes todos de uma vez (começando pelos líquidos) na minha máquina de fazer pão programando para a opção massa. Depois do programa acabar retomei os passos seguintes atrás descritos.

Podem congelar-se os que não forem utilizados.
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